Deputados federais de diversos estados participaram do movimento. Saiba o posicionamento de cada um

Os dirigentes do SindMetal-GO estiveram em Brasília na terça-feira (22), no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, para participar do ato público contra as Reformas Previdenciária e Trabalhista. O evento foi promovido pelo Fórum Interinstitucional em Defesa do Direito do Trabalho e da Previdência Social (FIDS), em parceria com a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT).

Com o lema “Por nenhum direito a menos – Diga não às reformas da Previdência e Trabalhista”, o ato público reuniu deputados federais, senadores, advogados e sindicatos de variadas categorias. Segundo o presidente da ANPT, Ângelo Fabiano Farias, o objetivo do encontro “é tentar despertar tanto a mobilização dos trabalhadores, quanto a dos parlamentares para que, unidos, lutemos contra essas reformas que vão precarizar as relações de trabalho e dificultar a aposentadoria”.

O presidente do SindMetal-GO, Eugênio Francisco, relembrou a importância do sindicato, como representante de uma categoria, participar de movimentos que lutam em favor dos direitos dos trabalhadores. “O que está acontecendo hoje no Brasil é um verdadeiro desmonte dos direitos trabalhistas, por isso, é importante que a classe trabalhadora se una com as entidades representativas para que nenhum direito seja retirado”.

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O deputado Marco Maia (PT-RS) alertou sobre a necessidade de fazer uma campanha para explicar claramente as verdadeiras intenções do Governo. “O que o Governo está fazendo na campanha midiática é uma mentira! Estão querendo passar a ideia de que a Reforma vem para garantir a aposentadoria e melhores condições de trabalho, mas, na verdade, vão acabar com os direitos do povo”, disse o deputado.

Outra preocupação dos parlamentares é a contribuição previdenciária que passará a ser 49 anos. O deputado Vicentinho (PT-SP), que pertence a comissão na Câmara dos Deputados contra à Reforma, lembrou que “poucas pessoas conseguem ter um trabalho fixo por 49 anos devido a rotatividade que existe no Brasil”. Para ele, a Reforma é uma ofensa às mulheres. “Elas terão que trabalhar por mais 10 anos, sendo que a jornada de trabalho não acaba quando bate o ponto, mas se estende nos afazeres do lar”.

Já a deputada Luiza Erundina (Psol-SP) reforça a necessidade de aumentar a pressão externa até o Congresso para que as Reformas da Previdência e Trabalhista não sejam aprovadas. “É preciso ir às ruas, nas portas das assembleias e mostrar para o povo o seu papel”.