O e-commerce também tem sido um grande negócio para alguns empreendedores goianos que investem em lojas virtuais nos sites próprios. Depois de estruturar a sua, há pouco mais de um ano, a dona da loja de moda para casa Absolutely Necessária, Lucy Barreto, obteve um aumento de 30% nas vendas de almofadas, enchimentos e mantas para sofá. Há meses em que a demanda na internet chega a superar à da loja física, como foi em janeiro, por exemplo.

Para surpresa da empreendedora, São Paulo tornou-se o maior mercado consumidor de seus produtos por meio on-line (50% dos pedidos). “Eu não imaginava isso, porque, hoje, muitos lojistas saem daqui para comprar lá. As pessoas daqui acham que Goiânia não tem produto de qualidade e com preço para revender”, afirma.

Valéria Guerra, professora de Empreendedorismo e Negócios Digitais do Ipog, chama a atenção para um problema que ainda persiste no Estado: a falta de autovalorização. Para ela, a região possui um grande potencial de consumo, com o alto poder aquisitivo de boa parcela da população, mas não reconhece as próprias riquezas. “As pessoas são bem formadas, produzidas, estão bem preparadas, mas se posicionam mal e não valorizam os próprios negócios. Falta aos goianos o que sobra nos paulistas: autoestima”, destaca a professora, apontando a internet como um dos caminhos para essa modificação.

Já as irmãs consultoras de estilo Roberta e Flávia Santos, da Santté Estilo, enfrentam a resistência que vem de fora. “Nesse meio em que atuamos, existe um preconceito com os profissionais que estão fora do eixo Sudeste-Sul. E nós queremos mesmo é alcançar esse Brasil esquecido, que é rico, é chique também, mas é ignorado”, declara Roberta.

RESILIÊNCIA

Valéria Guerra frisa que uma das características mais necessárias para um bom empreendedor é a resiliência, para enfrentar um caminho que é árduo e persistir no trabalho intenso. “O dono no negócio trabalha quase que 24 horas por sete dias, inclusive sábados, domingos, feriados, à noite. Tem de estar o tempo todo ligado no empreendimento para fazer aquilo se multiplicar.”

O mesmo vale para quem aposta na internet. Nesse caso, é muito importante ter um bom produto, com entrega satisfatória e um bom posicionamento de serviço. Nas redes sociais, por exemplo, é isso que vai gerar o “boca a boca virtual” a favor do empreendimento.

“Em qualquer que seja o segmento, a gente tem de estar antenado, tanto na forma de ganhar dinheiro, quanto na necessidade do público consumidor”, orienta Lucy Barreto.

Fonte: O Popular