As vendas do comércio varejista cresceram 4,7% em Goiás no ano passado, acima dos 4,3% da média nacional, que foi o pior resultado em dez anos, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio divulgada ontem pelo IBGE. Inflação, crescimento menor da renda, aperto no crédito e juros mais altos contribuíram para o desempenho moderado.

No Estado, o resultado positivo foi puxado pelo crescimento de 17% das vendas de equipamentos para escritório, informática e comunicação, artigos farmacêuticos, médicos, perfumaria e cosméticos.

No País e em Goiás, as vendas dos supermercados perderam força e, a despeito da redução do IPI, a atividade de veículos teve o pior resultado desde 2003, reduzindo o crescimento do varejo ampliado para 3,6% no ano. O volume vendido no segmento de móveis e eletrodomésticos também perdeu vigor, apesar dos incentivos governamentais.

CRÉDITO

Outro fator que atrapalhou o desempenho do varejo em 2013 foi o encarecimento do crédito. Dados do Banco Central mostram que a taxa de juros ao consumidor passou de 33,9% em dezembro de 2012 para 38,0% em dezembro de 2013, lembrou Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Entretanto, Bentes acredita que a principal justificativa para um varejo mais morno no ano passado foi mesmo o aumento de preços.

“A desvalorização de 15% na taxa de câmbio em 2013 atrapalhou bastante. O comércio no Brasil está cada vez mais dependente dos importados, e essa alta do dólar pegou o varejo um pouco de surpresa”, avaliou o economista.

Fonte: O Popular