Relatório do Banco Central, com dados de 2010, revela que brasileiros perderam mais de 101,3 bilhões de pontos, de um total de 2

No ano passado, a profissional de marketing Fabiana de Oliveira Lima, de 32 anos, viajou para Londres e Buenos Aires sem gastar um centavo. As passagens de ida e volta foram adquiridas por meio do programa de fidelidade do cartão de crédito, ou programa de pontos. No total, foram necessários 120 mil pontos para as duas viagens. Foram acumulados sem muita dificuldade, graças à rotina frequente de viagens da profissional.

Sejam grandes ou pequenas, as despesas de Fabiana são pagas com o cartão de crédito ou débito, que também reverte o valor consumido em pontuação. Salvo raras exceções, ela paga com dinheiro. “Quase nunca pago com dinheiro. Além da praticidade, o cartão me dá um retorno do que gasto”, lembra ela, que também não carrega dinheiro na carteira.
Se fosse pagar pela passagem para o primeiro destino, Fabiana teria de desembolsar algo em torno de R$ 2,2 mil por trecho. No segundo destino (Buenos Aires), se conseguisse barato, a passagem sairia por, pelo menos, 600 reais o trecho.

A prática, porém, não é tão comum, mesmo com a procura cada vez maior de consumidores pelos programas. Nem todos os usuários de cartões resgatam os pontos ou milhas acumulados e acabam deixando expirar a pontuação conquistada. O crescimento do uso do cartão de crédito ocorre em patamares superiores aos 20% ao ano, conforme dados do Banco Central.

O aproveitamento dos benefícios com o pagamento com cartão, seja de débito ou crédito, tem melhorado, embora ainda fique aquém das possibilidades. Na maior parte dos casos por desconhecimento dos benefícios. Acumulados, eles podem ser trocados por produtos que vão desde um sorvete a ingressos para shows e viagens internacionais. Também é possível usar o voucher dos pontos para ganhar produtos em dobro.

Fonte: O Hoje (GO)