Mais bem remunerados e mais escassos. Essa é a realidade dos empregados domésticos, cujo rendimento subiu 6,2% em 2013. O porcentual supera em mais de três vezes a variação média da renda do conjunto de trabalhadores das seis maiores regiões metropolitanas do País -1,8%.

Sob impacto da PEC das domésticas, que ampliou direitos trabalhistas e custos de contratação, também caiu o emprego da categoria: 7,7% em 2013.

Para Gabriel Ulyssea, economista do Ipea, a mudança na legislação intensificou uma tendência de redução do trabalho doméstico já registrada nos últimos anos. Esse movimento, diz, já ocorria diante de mais ofertas de emprego em comércio e serviços, que demandam trabalhadores menos qualificados – o perfil do empregado doméstico, em geral.

A esse “assédio”, afirma, somou-se a PEC, editada em maio de 2013, que introduziu direitos como FGTS e outros. Os benefícios, diz, são “desejáveis”, mas trazem mais custos para as famílias, que, em muitos casos, abriram mão da empregada ou a substituíram por uma diarista.

A saída de trabalhadores da categoria fez o peso dos serviços domésticos no total de trabalhadores cair de 7,6% em 2003 para 6,1% em 2013.

Fonte: O Popular