Cerca de 170 trabalhadores da Metal Light votaram em assembleia, na tarde da segunda feira (14) a proposta de renovação do banco de horas na empresa. Com 61 votos a favor e 111 contra, a compensação de horas trabalhadas foi recusada pela maioria dos empregados. A partir do dia 6 de setembro, os funcionários não precisarão mais aderir ao sistema.

O presidente do SindMetal-GO, Eugênio Francisco, conversou com os trabalhadores e explicou porque o SindMetal-GO não apoia o banco de horas. “O banco de horas é perigoso. As empresas podem usá-lo como desculpa para forçar o empregado a cumprir uma jornada de trabalho longa, cansativa e, em alguns casos, escravista”.

Trabalhadores da Metal Light durante assembleia sobre banco de horas.

As penalidades aplicadas às empresas em caso de descumprimento do acordo foram destacadas pelo advogado do Sindicato, João Camargo: “Além das possíveis  multas a serem aplicadas pelo MTE, as empresas podem ser condenadas a pagar pelas horas trabalhadas a mais, com os acréscimos de 50% ou de 100% em caso de domingo ou feriado, mesmo que tenha sido dado a folga compensatória”. A votação ocorreu de forma tranquila e secreta, auditorada pelos assessores da equipe de Base do SindMetal-GO e funcionários da Metal Light.

 

Antes da votação, informativos foram distribuídos aos empregados

O presidente do SindMetal-GO, Eugênio Francisco, conversou com trabalhadores sobre a atuação do Sindicato

Com 61 votos a favor e 111 contra, a compensação de horas trabalhadas foi recusada pela maioria dos empregados