Empresa se recusa a negociar Acordo Coletivo de Trabalho pelo terceiro ano consecutivo. Funcionários aprovam paralisação

Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira, 17 de maio, os empregados da fábrica de lã de aço da Hypermarcas S/A decidiram entrar em greve para ver suas reivindicações atendidas. Entre elas, o aumento salarial de 15%, a partir da data base da categoria — que ocorreu em 1º de abril—; aumento do valor do tíquete-refeição para R$ 150,00 mensais; redução da jornada de trabalho de 44 para 42 horas semanais, sem redução do salário; e manutenção do prêmio mensal de 10% sobre o salário, a título de assiduidade e pontualidade.


Trabalhadores participam de votação secreta na Hypermarcas

Pelo terceiro ano consecutivo, a direção da Hypermarcas negou-se a negociar a renovação de um Acordo Coletivo de Trabalho que a empresa mantinha com o SindMetal-GO, desde 2003. 

Caso no MPT

Em maio de 2010, o Sindicato foi obrigado a suspender a realização de uma assembleia na porta da fábrica, depois que a Hypermarcas cometeu um ato antissindical. A empresa reteu os empregados da produção em suas dependências, não permitindo que eles participassem da assembleia.

O caso foi parar no Ministério Público do Trabalho da 18ª Região, a requerimento do SindMetal-GO. No entanto, o processo ainda não foi concluído. Com o vencimento de nova data base, os trabalhadores insistiram na realização do Acordo Coletivo de Trabalho e, novamente, a empresa apresentou sua recusa, tanto perante a Procuradoria Regional do Trabalho da 18ª Região, como perante a Superintendência de do Trabalho e Emprego em Goiás – SRTE/GO.

A Hypermarcas é um dos maiores grupos empresariais do Brasil. A unidade fabril localizada na região norte de Goiânia possui mais de 400 empregados. A direção do Sindicato convocará uma nova assembleia com os trabalhadores para definir as estratégias e a data de início da greve. 

De acordo com o presidente do SindMetal-GO, Roberto Ferreira, “a greve é o último recurso dos trabalhadores. No caso da Hypermarcas  a situação ficou insustentável em razão dos constantes abusos e humilhações sofridos pelos empregados. Agora vamos esfriar a cabeça e organizar a paralização”.

 

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Fonte: Assessoria de Comunicação do SindMetal-GO