Bundy também pode entrar em greve se não houver nova proposta

Os trabalhadores da Alutent deflagraram greve por tempo indeterminado pela campanha salarial na manhã de segunda-feira, dia 15. Todos os trabalhadores aderiram ao movimento e a produção está completamente paralisada.

Uma reunião entre a direção da empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba-CUT foi realizada no período da manhã, mas não houve proposta e os trabalhadores retornaram para suas casas.

O presidente do sindicato, Renato Marcondes de Oliveira, o “Mamão”, criticou a intransigência da direção da Alutent. “Ele não quer dar nada, se recusa a negociar antes do fechamento do dissídio coletivo com a bancada patronal e se recusa até em acreditar no aviso de greve já protocolado. Agora vai ter que negociar com fábrica parada. Os trabalhadores não aceitam essa truculência.”

A Alutent pertence ao Grupo 8 (trefilação, laminação, entre outros) e emprega 50 trabalhadores na fabricação de produtos de alumínio.

Coletivo. Até o momento, a negociação da FEM-CUT/SP (Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT) com os sindicatos patronais do G8 está travada em 7,5% para as empresas com mais de 50 trabalhadores e 7% para aquelas que têm menos de 50. A inflação acumulada para o período da data-base registrou 5,39%. O aviso de greve foi entregue pela FEM-CUT/SP à bancada patronal no dia 5 de setembro e protocolada pelo coordenador patronal do G8, Valdemar Andrade.

Bundy

Na quinta-feira, dia 11, os trabalhadores da Bundy, que também integram o G8, rejeitaram a proposta da direção da empresa para o dissídio coletivo. Uma greve na fábrica pode ocorrer se não houver nova proposta. A Bundy emprega 350 trabalhadores na fabricação de evaporadores de alumínio para refrigeração.

 

Fonte: Diário de Taubaté