Se conseguir executar os investimentos planejados, a Celg Distribuição (Celg D) poderá dar passos importantes para a reversão dos índices de qualidade de fornecimento de energia aos consumidores. A empresa tem a pior colocação de 2013, no ranking das grandes distribuidoras que calcula a frequência (FEC) e a duração (DEC) das interrupções de energia, segundo determina a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Em Goiás, o FEC (quantidade de vezes em que houve desligamentos) foi de 26 vezes por ano, enquanto o limite permitido é de 16 vezes. Já o DEC (tempo em que o consumidor ficou sem energia) foi de 40 horas; o limite é de pouco mais de 17 horas. Apenas no ano passado, a má qualidade nos serviços gerou um prejuízo para a concessionária de mais de R$ 55,7 milhões em ressarcimentos aos consumidores, segundo determina a Aneel. Este ano, até agora, já foram mais de R$ 21,2 milhões.

A partir do programa de gastos, a expectativa da companhia goiana é alcançar, em médio prazo, FEC de 11,49 desligamentos por ano e DEC de 13,94 horas/ano, minimizando o prejuízo com ressarcimentos. Para isso, explica o vice-presidente e diretor de Regulação da Celg D, Elie Chidiac, se pretende aumentar o número de religadores telecomandados nas redes de distribuição urbana e rural.

O equipamento permite que, diante de problemas mais simples, a rede seja religada de forma remota, pelo Centro de Operação do Sistema, diminuindo tempo e despesas com o deslocamento de equipes. Já foram instalados 50 religadores em Goiânia, Aparecida e Anápolis. Outros 400 estão em fase de aquisição e serão colocados em outras cidades e subestações. Em 2015 serão adquiridos e instalados 300 religadores.

Geração

A CelgPar, que inclui a distribuição (Celg D) e a geração e transmissão (Celg G&T), também está de olho na parte da holding que é mais lucrativa. Pelos planos, está prevista a ampliação da G&T de 40 megawatts gerados hoje para 5 mil megawatts (ou 5 gigawatts), a partir de investimentos em usinas hidrelétricas e em energia solar, informa Chidiac. “Fizemos planejamento de investimentos que podem chegar a R$ 10 bilhões, executados entre geração e distribuição, por investidores nacionais e internacionais.”

Trata-se de uma estratégia para ajudar no equilíbrio financeiro da área de distribuição que, segundo Chidiac, é problemática para todas as distribuidoras de energia do País. Isto seria consequência das baixas tarifas definidas pela Aneel, frente à realidade de despesas das empresas.

Fonte: O Popular