O presidente da República, Michel Temer, pediu nesta sexta-feira (2) o apoio da população no combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da zika, dengue e chikungunya. O governo federal deu início nesta sexta-feira (2) às ações do Dia Nacional de Combate ao Mosquito.

Temer visitou o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), em Brasília, vinculado ao Ministério da Integração Nacional, onde conversou por videoconferência com autoridades responsáveis pelo combate ao mosquito em cinco estados: Roraima, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Goiás e Rio de Janeiro.

“Que toda a população brasileira possa integrar-se nessa campanha. Convenhamos, é uma campanha importante, que não tem grandes dificuldades. Basta que cada criança chegando da escola, cada adulto chegando do trabalho verifique se não há água empoçada, que normalmente é o fator gerador da larva e depois do mosquito”, afirmou o presidente a jornalistas após participar da atividade no Cenad.

“Na medida que falo aos senhores e às senhoras e, se possível, isto chegar aos ouvidos e aos olhos daqueles que nos veem e nos leem, que toda a população, todo povo brasileiro possa integrar-se nessa campanha”, continuou Temer.

“Estou aproveitando esta manifestação para fazer um apelo, uma solicitação, e tenho absoluta convicção que isto repercutirá positivamente em todo país”, completou o presidente.

Como parte da mobilização, ministros viajaram para diversos estados do país, onde estão marcadas visitas a escolas e a residências para eliminar possíveis criadouros do mosquito. Também estão previstas atividades de conscientização.

Além disso, as Forças Armadas disponibilizaram cerca de 80 mil oficiais para ajudar nas ações do dia. Ao longo das próximas semanas, por todo o Brasil, 266,2 mil agentes comunitários de saúde, 60,4 mil agentes de controle de endemias e 6 mil militares vão dar continuidade às visitas às casas.

No dia 24 de novembro, o Ministério da Saúde lançou uma campanha publicitária de combate ao Aedes Aegypti para o próximo verão. A campanha vai ter o slogan “Um simples mosquito pode marcar uma vida; um simples gesto pode salvar”. As propagandas, no rádio e na TV, contarão com depoimentos reais e abordarão o risco de transmissão sexual das doenças transmitidas pelo mosquito.

Também em 24 de novembro, em anúncio no Palácio do Planalto, Barros fez um balanço sobre as doenças causadas pelo mosquito Aedes. Ele afirmou que os casos de zika e dengue deverão se manter estáveis em 2017 e ter o mesmo número de registros. “Nós não esperamos que aumentem os casos de dengue e zika”, disse. “Este ano a nossa maior preocupação é a chikungunya”, completou.

No caso da dengue, foram 1.458.355 casos prováveis em 2016, contra 1.543.000 em 2015. Houve uma redução de 50% nos casos graves da doença e de 36% em relação aos óbitos do ano anterior.

Os casos confirmados de microcefalia chegam a 2.159, sendo que 3.115 continuam em observação e 4.925 foram descartados. O Nordeste concentra 66% do total de casos confirmados da malformação. Para os moradores da região, Barros pediu “mais cuidado e atenção”.

A zika atingiu 2.281 municípios e teve seu pico em fevereiro, com 17.541 ocorrência por semana, em média. O governo estima que, dos mais de 200 mil casos notificados, 16.696 casos tenham sido em gestantes.

Fonte: G1