Por unanimidade, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira, 7 de outubro, a recomendação do ministro e relator Augusto Nardes de avaliar as contas do governo de 2014. Para Nardes, ao adotar manobras para aliviar momentaneamente as contas públicas, o governo desrespeitou princípios constitucionais e legais que regem a administração pública federal. Os ministros entenderam que as contas não estavam em condições de serem aprovadas e recomendam também ao congresso reprová-las. 
 
As irregularidades apontadas pelo TCU somam R$ 106 bilhões, sendo R$ 40 bilhões referentes às chamadas “pedaladas fiscais”, que são atrasos dos repasses do dinheiro de benefícios sociais e previdenciários para bancos públicos. Essa prática obrigou instituições como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil a usar recursos próprios para honrar os compromissos, numa espécie de “empréstimo” ao governo. O parecer do TCU será encaminhado ao Congresso, que dará a palavra final sobre o tema. 
 
Dilma tem reunião com os 31 ministros
Após a rejeição das contas, a presidente Dilma Rousseff se reunirá pela primeira vez com a nova equipe ministerial hoje, 8 de outubro, ás 16h, no Palácio do Planalto. Para o Governo, não há motivo legal para rejeição das contas. Esta foi a segunda vez na história que o TCU recomenda ao congresso a rejeição das contas de um presidente. A primeira foi em 1937, durante o governo de Getúlio Vargas. Na ocasião, o Congresso não seguiu a recomendação do tribunal.