Mesmo com os desafios de manter um negócio, o total de empresas que sobreviveram em 2012 aumentou e chegou a 79,6% em Goiás, taxa superior a apresentada no ano imediatamente anterior (77,1%). No entanto, o Estado ficou na 14ª posição dentre as unidades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) neste quesito, no estudo Demografia das Empresas. Este índice no Brasil foi de 81,3%, a maior em cinco anos.

O total de empresas em Goiás também cresceu. Em 2012, havia 158,7 mil, o que representa um crescimento de 2,5% em relação ao ano anterior. Na comparação com o ano de 2008, quando existiam 132,8 mil, o pulo foi de 19,4%.

Além disso, segundo os dados do IBGE, o número de novas empresas abertas no Estado continua próximo das que fecharam. Enquanto 32,3 mil foram criadas, 28,5 mil finalizaram suas atividades. A consultora do Sebrae na área de empreendedorismo, Eliana Moreira da Cruz, avalia que esse alto índice de mortalidade poderia ser evitado com planejamento.

“Faltou um estudo antecipado, com um plano de negócios estabelecido para prosseguir. Os empresários vão mais por impulso”, comenta.

O ramo de comércio representa bem a mortalidade das empresas. Com 82,9 mil empreendimentos, o setor representa 52,2% do total de empresas do Estado. Mesmo com a criação de 15,6 mil novos negócios, 15,5 mil fecharam suas portas durante o ano de 2012.

Setores

De acordo com gerente de assessoramento do IBGE Goiás, Alessandro de Siqueira Arantes, a área de construção civil e atividades imobiliárias tiveram um crescimento acima dos demais setores. “O número de empresas na construção civil cresceu 15,3%, enquanto as imobiliárias cresceram 19,4% na comparação com 2012. Estas foram as variações mais acentuadas da pesquisa.”

Por outro lado, a área de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura foi a única que teve redução no número de empresas em 2012. Neste período foram criados 514 novos negócios e fecharam 539, uma variação de -1,44% em relação ao ano anterior.

O assessor da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e consultor do Senar Goiás, Pedro Arantes, atribui essa queda a um processo de concentração de empresas no setor. “Este é um processo normal no ramo empresarial. Mas para o setor agrícola não é tanto. O nível de incorporações e fusões nesse período foi muito alto. Embora a produção tenha sido muito boa no ano, houve um processo de concentração de empresas, mesmo com um percentual baixo”, diz.

Número de assalariados cresce 7,5%

O total de assalariados em Goiás durante o ano de 2012 cresceu 7,5% na comparação com o ano anterior. As empresas goianas empregaram 976,4 mil pessoas neste período. Já na comparação com 2008, este percentual é ainda maior: 37,6%. A informação é da pesquisa Demografia das Empresas, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Estado registrou a entrada de 49,6 mil (5,1% do total) e 16.170 saídas (1,7%) de pessoas ocupadas assalariadas. O número de pessoas assalariadas no estado corresponde a 2,9% do total nacional e 38,7% do verificado para o Centro-Oeste. Quanto a entrada de assalariados, houve redução de 5,5% em relação a 2011 e as saídas aumentaram 18,8%. (PN)

Fonte: O Hoje