O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu na noite desta terça-feira, 8 de dezembro, a formação e instalação da comissão especial da Câmara dos Deputados que irá analisar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Qualquer atividade ligada a comissão fica proibida até o próximo dia 16, quando o plenário do STF pretende analisar o caso. O ministro disse que tomou a decisão para evitar atos que possam ser invalidados pelo Supremo no futuro.

A decisão de Fachin foi tomada no mesmo dia em que a Câmara elegeu, por 272 votos a 199, a chapa alternativa de deputados de oposição e dissidentes da base aliada para a comissão especial. Batizada de “Unindo o Brasil”, a chapa foi protocolada com a adesão de 39 deputados do PSDB, SD, DEM, PPS, PSC, PMDB, PHS, PP, PTB, PEN, PMB, PSB e PSD.

A nomeação dos 36 deputados restantes para compor a comissão estava prevista para hoje, mas, com a decisão do STF, foi adiada. A comissão também está impedida de eleger presidente e relator do processo de impeachment e, ainda, de estipular o prazo para que Dilma apresente sua defesa.