Aproveitando a distração do feriado de carnaval, o presidente Jair Bolsonaro atacou de novo a classe trabalhadora. Dessa vez, o governo emitiu uma medida provisória na tentativa de “estrangular” o sindicalismo, dificultando o repasse de recursos para as entidades.

A estrutura sindical requer custos e, sem dinheiro, o trabalho de defesa dos trabalhadores deve ficar cada dia mais escasso. E há apenas um grupo que ganha com essa mudança: os empresários.

A manobra de Bolsonaro é mais uma tentativa de retirar da classe trabalhadora a capacidade de se fortalecer diante do domínio dos patrões.

O fim da sindicalização também representa um ponto final nas negociações que todos os anos garantem aumento salarial, bônus de assiduidade, alimentação e outros benefícios conquistados no passado por meio de muita luta. Sem o sindicato, não há nenhum direito garantido.