Cerca de 40 mil pessoas, entre trabalhadores, manifestantes e sindicalistas, se reuniram em frente a Assembleia Legislativa de Goiás para protestar contra as Reformas Trabalhista, Previdenciária e a Lei de Terceirização. A passeata seguiu pela Praça Cívica e terminou na Praça do Bandeirante, no centro da capital. Durante algumas horas, parte do comércio ficou fechado e o alguns transportes públicos paralisados. Não houve registro de confronto entre policiais e manifestantes durante todo o percurso.

Em todo o Estado, participaram da paralisação cerca de 100 mil pessoas

A equipe do SindMetal-GO trabalhou desde cedo durante o protesto da sexta-feira. Já as 3h da manhã, o  presidente do Sindicato, Eugênio Francisco, acompanhado de outros trabalhadores, estiveram na porta da Metrobus e convidaram os motoristas dos veículos a participarem da paralisação. O pedido foi atendido pelos profissionais, que permaneceram paralisados até as 9h.

O manifesto em frente a Metrobus foi passífico até o término

Apesar da paralisação dos ônibus, o protesto teve apoio de parte da população que não se sentiu prejudicada. A diarista Eliene Gomes, que estava no terminal Padre Pelágio durante a paralisação, afirmou que “eles [os políticos] estão tirando nossos direitos. Vamos fazer nossa greve para que possamos mostrar o poder que o povo tem.” O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de Goiás (Sindtransporte), Adedimar Gonçalves Ferreira, falou sobre o apoio à greve geral. “Estamos lutando para não perder nossos direitos e agora essa Reforma quer acabar o que foi conquistados há anos ”.
 

A diarista Eliane Gomes, que estava no terminal Padre Pelágio durante a paralisação, afirmou que o Governo está retirando direitos dos trabalhadores

O presidente do SindMetal-GO, Eugênio Francisco comentou a importância do Sindicato estar presente no movimento. “Demonstra a força do metalúrgico e do trabalhador brasileiro. Essa grande paralisação de hoje é só o começo e a luta só terminará quando essas reformas forem destruídas. Vamos lutar até o fim.”

Eugênio discursou ao público afirmando que a sociedade não pode deixar os direitos serem retirados

 

Rede própria de comunicação nos Sindicatos

Para o sucesso de uma mobilização, a comunicação é essencial para atingir o público desejado. O presidente da Força Sindical Goiás, Rodrigo Carvello, afirmou que a comunicação própria de uma entidade sindical facilita o acesso do trabalhador às informações sindicais. “Acho importante cada presidente investir em comunicação por meio das redes sociais, pois é mais barata do que anunciar na grande mídia, que não passa a informação completa para a sociedade.” O presidente do SindMetal-GO, Eugênio Francisaco comentou que “é importante levar a informação em tempo real à nossa categoria”.

Por Cassiel Gomes