Na sexta-feira, 9 de dezembro, os metalúrgicos da Mitsubishi de Catalão deflagraram greve devido ao fato de os empresários não cumprirem com o compromisso de pagar o abono salarial em 2016. A paralisação já dura quatro dias e continuará até a montadora atender as reivindicações dos trabalhadores. Parte da equipe do SindMetal-GO está em Catalão desde quinta-feira, 8 de dezembro, acompanhando as negociações e dando o suporte necessário para a realização da greve.

O presidente do SIMECAT, Carlos Albino, se reuniu com uma multidão de trabalhadores na paralisação

Mesmo com a mobilização no distrito industrial, um panelaço foi realizado pelo Simecat nesta quarta-feira, 14 de dezembro. Os metalúrgicos dseguiram rumo ao centro da cidade batendo panelas em sinal de protesto. O manifesto teve o objetivo de intensificar a luta da categoria. No início da semana, houve uma tentativa de negociação em São Paulo, mas a empresa não apresentou nova proposta.

Da dir. para esq., o presidente do SindMetal-GO, Eugênio Francisco, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres, e o presidente do SIMECAT, Carlos Albino

O impasse da Mitsubishi com os trabalhadores teve início pouco depois do lançamento da campanha salarial, em 29 de setembro. Desde então, os representantes da empresa têm sido intransigentes na mesa de negociação. A paralisação dos metalúrgicos da montadora conta com o apoio de dirigentes sindicais de Catalão, Anápolis, Itumbiara, Goiânia, São Paulo-SP, Gravataí-RS, São Caetano-SP, Volta Redonda-RJ e Curitiba-PR.

Panelaço dos trabalhadores para buscar seus direitos

Fotos: Assessoria de Comunicação SIMECAT