Segundo o vice-presidente do sindicato, José Braz, o Fofão, o objetivo é colocar em votação a possível paralisação das atividades, caso as empresas não apresentem nova proposta até o dia 31

A dificuldade que os metalúrgicos da região encontram para firmar acordos salariais com as empresas será discutida, hoje, durante as duas assembleias realizadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá.

O encontro está marcado no pátio da Magneti Marelli, às 6h, reunindo trabalhadores de empresas como Fundição Tupy, TRW, Maxion, Prisma e Paranapanema (antiga Eluma, localizada no Capuava). Às 14h, o sindicato vai reunir funcionários das seguintes companhias: Paranapanema (unidade Utinga), Alcoa e Novelis (antiga Alcan).

Segundo o vice-presidente do sindicato, José Braz, o Fofão, o objetivo é colocar em votação a possível paralisação das atividades, caso as empresas não apresentem nova proposta até o dia 31. “Queremos fechar um acordo unificado, a todos os trabalhadores, sejam dos setores de fundição, máquinas ou autopeças. Caso isso não aconteça, vamos iniciar ato grevista a partir de 1º de novembro, nossa data base.”

O sindicato já enviou, inclusive, cartas às metalúrgicas notificando sobre a possível greve.

REIVINDICAÇÕES – Neste ano, os 25 mil trabalhadores (que pertencem à base do sindicato) pleiteiam 8% de reajuste salarial, no mínimo.

Além disso, a categoria pede abono emergencial – benefício este conquistado todos os anos e que independe do valor pago na PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

Fonte: Diário do Grande ABC (SP)