O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos afirma que um dos objetivos da greve de três dias que agora se inicia é mostrar a importância destes funcionários para o Estado arrecadar receitas. Paulo Ralha alerta ainda que 50 por cento dos serviços de finanças podem encerrar, num total de 177 ou 178 repartições, o que tem um “impacto brutal” nas populações e economias locais.

Em declarações ao jornalista da Antena1 Nuno Rodrigues, Paulo Ralha argumenta que no próximo ano muitos dos trabalhadores dos impostos vão sofrer um corte de um décimo no seu salário. 

O responsável sublinha que esta paralisação não serve para tentar reduzir os cortes salariais, mas sim alertar que há outras formas de o Estado motivar os trabalhadores, nomeadamente a progressão nas carreiras.

Em relação ao perdão fiscal em curso, Paulo Ralha admite que venha a ser afetado pela greve destes dias 19, 20 e 23, porque um dos sistemas informáticos não está a funcionar na internet, o que significa que os contribuintes têm que se deslocar às repartições para resolver os problemas relacionados com as coimas.