ATENÇÃO, TRABALHADORES! O sindicato patronal anunciou que não manterá nenhum dos benefícios já usufruídos pelos trabalhadores metalúrgicos

O SIMELGO, sindicato patronal, se posicionou sobre a pauta de reinvindicação dos trabalhadores metalúrgicos: “não iremos convocar assembleia para apreciá-la, como ao longo dos anos procedemos”.

O sindicato dos patrões anunciou por escrito ao SIndMetal-GO que quer extintos todos os direitos conquistados pela atual Convenção Coletiva de Trabalho da categoria metalúrgica goiana vigente até 31 de março de 2018, a fim de estabelecer do zero novas regras que sejam mais favoráveis aos patrões. Ou seja, adeus benefícios, trabalhadores!

Assinado pelo presidente do sindicato patronal, Hélio Naves, os representantes dos empresários afirmaram através de documento que não irão convocar assembleia para apreciar e tampouco discutir quaisquer das reivindicações dos trabalhadores. Mais do que irônica, a resposta do sindicato patronal à pauta de reivindicação dos trabalhadores demonstra uma completa ignorância da lei por parte dos patrões, além de uma demonstração às claras de que agora, mais do que nunca, a categoria precisa se unir ao seu sindicato, pois o que vigorará será a lei dos patrões, amparada pela Reforma Trabalhista.

Hélio Naves, presidente do SIMELGO, recebe pauta de reivindicações

A afirmação dos empresários se mostra completamente despropositada e ofensiva, pois parecem desconhecer a atribuição principal de uma entidade sindical, que é negociar. Portanto, se negar à negociação é o mesmo que assinar um atestado de incompetência e inoperância, descumprindo a atribuição básica e principal de uma entidade classista.

Com a rasa justificativa de que a “Reforma Trabalhista trouxe uma nova realidade que altera significativamente a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), impondo maiores responsabilidades aos sindicatos” e confessando não ter competência e responsabilidade para negociar uma nova Convenção Coletiva de Trabalho, entende o Simelgo “ser de bom alvitre colocar uma pedra no passado” e extinguir todos os direitos e benefícios assegurados aos trabalhadores metalúrgicos através das negociações coletivas dos anos anteriores.

Para o advogado do SindMetal-GO, João Batista Camargo, o documento é “sintético, confuso e contraditório” ao afirmarem que não convocarão assembleia para apreciar a pauta de reivindicação dos trabalhadores, mas se despedem no documento anunciando estarem ao “inteiro dispor para dar continuidade ao processo de negociação”.

Portanto, trabalhadores, já obtivemos a resposta negativa dos patrões. Para usufruirmos dos benefícios conquistados através das Convenções Coletivas de Trabalho dos anos anteriores, conquistarmos outros e o mínimo de segurança jurídica para combater os efeitos negativos da Reforma Trabalhista, precisamos ir à luta já! É GREVE GERAL!

A ineficiência do SIMELGO como entidade sindical patronal nunca foi tão escancarada como agora! Será que a assessoria desse sindicato pelo menos leu o texto da nova lei que prioriza o negociado em face do legislado?

Abaixo, a resposta oficial do SIMELGO por meio de documento entregue na quinta-feira, 18 de janeiro de 2018, ao SINDMETAL/GO: