Trabalhadores em obra do Governo Federal se alimentam só com mandioca e recebem punição análoga aos castigos recebidos por escravos.

Após efetuarem denuncias de maus tratos no sindicato da construção civil contra a empreiteira Franco Ribeiro Construtora Ltda.de Goiânia, o capataz da obra conhecido como “El Rodrigo” da empreiteira, do Instituto de Tecnologia Federal de Três Lagoas decretou aos denunciantes que os mesmos não mais receberiam as refeições. Para não passarem fome, os funcionários tiveram que cozinhar mandioca em fogão improvisado com tijolos ou comer resto das marmitas dos outros funcionários. Os trabalhadores procuraram o sindicato da categoria que lavrou ata de reunião com acordo onde compareceu representante da empresa que se comprometeu a resolver esta e mais denuncias protocolizada no MTE.

No entanto até o dia 02 de Janeiro de 2012 os problemas persistiam. O mais grave é que os trabalhadores procuram o MPT para oferecerem mais denuncias . Entre os denunciantes estavam os pedreiros Alisson Jonnatan Gonçalves Barbosa e Cícero André Silva de Oliveira, que afirmam, com a copia da ata em mãos, que o sindicato da construção civil os levou até a sede da entidade para lavrar ata falsa de sanamento dos problemas.

No outro dia o “El Rodrigo” viajou em recesso de Natal E Ano Novo e deixou os trabalhadores sem dinheiro e sem comida. Para dar mais credibilidade à ata montada, o sindicato colocou uma cláusula estipulando uma multa diária de R$300,00. “A denuncia se fundamenta ainda mais quando se sabe que o sindicato em questão e a empresa Franco Ribeiro sofrem juntos processo por acordo coletivo em suspeição”, afirmou o advogado dos denunciantes. Ao se sentirem ludibriados pelo gato e pelo “sindicato” os trabalhadores procuraram o MPT que lavrou o primeiro termo de denuncia do ano de 2102 com as seguintes reclamações:

– Que cerca de 05 funcionários encontram-se sem registro em carteira;

– Que a empresa cortou a alimentação dos denunciantes;

– Que há 02 (duas) crianças morando na obra;

– Que a empresa não paga hora extras;

– Que os trabalhadores agenciados no Norte de Minas não recebem reembolso das passagens;

– Que as condições sanitárias da obra e do alojamento são precárias;

– Que não foram fornecido camas e nem colchões suficientes para todos;

– Que a empresa não paga os sábados e domingos trabalhados;

– Que não recebem EPI’s e não tem técnico de segurança na obra;

– Que o sindicato da construção civil prometeu resolver os problemas e não resolveu;

– Que foram à Agencia do Ministério do Trabalho reclamar e nada também resolveram.

Fonte: Jornal Dia Dia