Sindicalistas que atuam em Guarulhos, na Grande São Paulo, querem que o governo federal intensifique a fiscalização das condições de trabalho no município e na região para coibir irregularidades que, segundo eles, vêm se repetindo. O pedido foi apresentado durante reunião em Brasília com o secretário de Relações do Serviço Público, Sérgio Mendonça, do Ministério do Planejamento, ocasião em reforçaram a necessidade de ampliação do número de fiscais que atua na Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Guarulhos e Região.

O grupo já havia apresentado a mesma reivindicação ao ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, explicando as falhas existentes na fiscalização no município. “A falta de auditores fiscais na cidade compromete a segurança no ambiente de trabalho, o que infelizmente tem comprometido o bem-estar dos trabalhadores”, disse Nelson Agostinho Oliveira, diretor licenciado do Departamento de Saúde, Segurança e Meio Ambiente do Sindicato dos Químicos de Guarulhos.

Condições/ Segundo ele, muitos trabalhadores do município vêm sofrendo lesões com doenças e acidentes, além da ocorrência de mortes. “Há uma crescente demanda de fiscalização das condições e relações de trabalho na cidade, inclusive com a constatação de trabalho análogo à escravidão nas obras de ampliação do Aeroporto Internacional em Guarulhos”, afirmou a deputada federal Janete Pietá (PT-SP). 

O secretário Sérgio Mendonça explicou que, devido a limites orçamentários, não é possível contratar o número necessário de auditores fiscais de uma só vez. Mas disse que a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, autorizou a realização regular de concursos até que esse número seja atingido. “A ministra já autorizou a realização de concurso no início de 2014 para a contratação de cem auditores”, afirmou.

Ele se comprometeu a levar à ministra o ofício entregue pelo grupo.  “Vamos continuar insistindo pela melhor estruturação do Ministério do Trabalho”, disse. Participaram da reunião representantes dos sindicatos da Construção e do Mobiliário de Guarulhos, dos Bancários, dos Aeroportuários, além de dirigentes de centrais sindicais.

 

Fonte: Bom Dia