Após dois dias de intensos debates sobre os temas que circundam o meio sindical brasileiro, em especial a categoria metalúrgica, o encerramento do Seminário dos Metalúrgicos do Estado de Goiás na manhã desta quinta-feira, 11 de agosto, foi marcado por um manifesto produzido pelos dirigentes que participaram do evento. O documento foi assinado por federações e sindicatos dos metalúrgicos de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Estados Unidos.

Partindo da esquerda, os presidentes dos sindicatos dos metalúrgicos de Anápolis, Goiânia, Itumbiara, Catalão e Rio Verde

Partindo da esquerda, os presidentes dos sindicatos dos metalúrgicos de Anápolis, Goiânia, Itumbiara, Catalão e Rio Verde

A minuta foi feita para posicionar as entidades signatárias em relação à reforma trabalhista que está sendo desenvolvida na calada da noite em Brasília. O manifesto é contrário aos 55 projetos que tramitam no Congresso propondo a redução ou retirada de direitos trabalhistas já conquistados; ao projeto de terceirização em tramitação no Senado; ao sucateamento da Justiça do Trabalho em Goiás; e aos juros altos praticados no País.

Momento em que dirigentes sindicais de todas as regiões do País aprovam o manifesto

Momento em que dirigentes sindicais de todas as regiões do País aprovam o manifesto

Roberto Ferreira, ativista do movimento sindical há mais de três décadas, deixou claro que o manifesto é importante, mas que apenas a luta nas ruas e os protestos em Brasília são capazes de fazer a diferença. Os sindicalistas exaltaram, em seus discursos, a importância da união entre as entidades neste momento de crise que o País enfrenta. Ao final do evento houve a entrega de certificados e a foto oficial dos delegados.

Roberto Ferreira: "O manifesto é importante, mas também precisamos ir às ruas"

Roberto Ferreira: “O manifesto é importante, mas também precisamos ir às ruas”