As próximas paralisações se estenderão, ao longo da semana, por outros setores metalúrgicos

Metalúrgicos da TI Automotive e da Parker Filtros, em São José dos Campos, entraram em greve nesta quarta-feira, dia 18, para pressionar o Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) a avançar nas negociações da Campanha Salarial e aumentar a proposta de reajuste. Houve ainda atraso de uma hora da produção nas fábricas Retim e Schrader, esta em Jacareí.  

As paralisações acontecem um dia após as centrais sindicais CSP-Conlutas, CUT e Intersindical terem decidido unificar as lutas dos metalúrgicos em todo o estado de São Paulo. A decisão foi tomada para fortalecer a Campanha Salarial da categoria ligada a essas centrais, que somam cerca de 360 mil metalúrgicos no estado. 

As reivindicações comuns são reajuste de salários com aumento real, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e pela retirada do projeto de lei 4.330 que incentiva a terceirização. 

Autopeças 

Na última reunião com os Sindicatos dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Campinas, Limeira e Santos, os empresários do Sindipeças reafirmaram a proposta de 6,8% de reajuste, que representa apenas 0,69% de aumento real. Diante da recusa do sindicato patronal em aumentar esse índice, os metalúrgicos deram início ao processo de mobilização. A categoria reivindica 13,5% de reajuste.  

Na TI Automotive, os trabalhadores entraram em greve por tempo indeterminado. A fábrica produz tubos de freio e sistemas de ar-condicionado e de combustível para veículos de todas as montadoras com plantas no país. A empresa possui cerca de 750 funcionários, com 100% de adesão à greve. 

Os metalúrgicos da Parker Filtros permanecerão em greve até quinta-feira, dia 19. A empresa produz peças para veículos pesados, como caminhões e tratores, e possui cerca de 240 trabalhadores, entre diretos e indiretos. Entre seus clientes estão Mercedes-Benz e Caterpillar. 

As próximas paralisações se estenderão, ao longo da semana, por outros setores metalúrgicos. 

“Os empresários estão provocando os trabalhadores apresentando propostas tão rebaixadas. Mas os metalúrgicos são uma categoria de grande força e vão lutar para arrancar um reajuste superior ao que está sendo proposto. Com a unificação da luta em todo o estado, essa luta vai ganhar ainda mais força e as paralisações vão se estender pelas principais fábricas de São Paulo”, afirma Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CSP-Conlutas. 

 

FontePortal Mundo Sindical