Os empregados da Joule Engenharia se reuniram na sede do SindMetal-GO para prestação de contas da indenização a respeito do andamento da ação coletiva bem-sucedida proposta pela entidade. A advogada da instituição, Maria Eugênia Neves, explicou por que é necessário que os trabalhadores forneçam informações como data de admissão e demissão, férias, licenças, entre outras. “O processo já se encontra em fase final, mas precisamos do apoio dos trabalhadores para fazer o cálculo de quanto cada empregado deverá receber”.

Trabalhadores estavam interessados em saber como conseguir a indenização

A indenização se trata da irregularidade denunciada em 2015, no departamento jurídico da entidade. Foi constatado que a Joule não fornecia café da manhã e lanche da tarde, benefícios garantidos na Convenção Coletiva de Trabalho. Em contrapartida, impôs o vale-alimentação para almoço mediante à dedução de um valor mensal de R$ 32,50, que se iniciou em meados de 2012 e continua sendo descontado, porém em valor maior, no contracheque do empregado. A ação na justiça foi aberta após a empresa permanecer inerte à notificação feita pelo Sindicato.

A advogada do SindMetal-GO, Maria Eugênia Neves, explicou detalhes do processo contra a Joule

A atitude do SindMetal-GO perante ao processo judicial para conseguir a indenização chamou a atenção dos trabalhadores. “Eu não tenho nada o que reclamar do Sindicato É um direito nosso e temos que lutar para isso”, afirmou um trabalhador que não quis se identificar. “Se não fossem vocês, não receberíamos essa indenização. Vamos correr atrás até o final”, determinou outro funcionário que também preferiu anonimato. Para receber a indenização, o trabalhador deve ser ou ter sido funcionário da Joule no período de dois anos anteriores à 2015 ou continuar na empresa atualmente.

Empregado da Joule se filia ao SindMetal-GO

Por João Paulo Dantas