A produtividade da indústria de transformação, no entanto, aumentou apenas 1,1% entre 2001 e 2012, segundo cruzamento de dados da Confederação Nacional da Indústria

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a produtividade da indústria de transformação está longe de seguir o mesmo ritmo do aumento salarial dos trabalhadores. Os dados dizem que entre 2001 a 2012, a produtividade da indústria cresceu apenas 1,1%, enquanto a remuneração média dos trabalhadores em dólares subiu 169%.

A ambivalência dos percentuais significa que a indústria está absorvendo os custos decorrentes dos reajustes salariais, resultado preocupante e que mostra um cenário oposto ao esforço para redução dos custos para produzir no Brasil.

Segundo a confederação, o aumento da produtividade é um dos dez fatores-chave para desenvolver o País previstos no Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, documento da CNI construído com 500 representantes industriais durante nove meses. A meta prevista no Mapa é que a taxa de crescimento médio anual da produtividade passe dos atuais 2,3% ao ano – média anual dos últimos 20 anos – para 4,5% ao ano até 2022. Estados Unidos, Japão e França têm taxa média superior a 3% ao ano.

O estudo Competitividade 2012, que compara o Brasil a outros 13 países com desenvolvimento semelhante, aponta que o Brasil fica à frente apenas da Índia no que se refere à produtividade do trabalho na indústria. Todos os outros países dos BRICs possuem produtividade do trabalho mais elevada. Os três países que possuem o melhor resultado entre os 14 pesquisados são Canadá, Austrália e Espanha.

Para a CNI, a produtividade é um determinante da competitividade que depende muito da ação da própria indústria, uma vez que a empresa pode aumentar sua produtividade por meio do processo de “aprender fazendo”, aproveitando economias de escala ou melhoria da gestão. No entanto, para obter ganhos contínuos de produtividade, a empresa precisa de inovação. A entidade defende que até 2022 o país tenha um ambiente institucional e uma estrutura de financiamento que estimulem a inovação nas empresas de todos os portes.

 

Fonte: O Hoje (GO)