A corrida para as compras de Natal já começou. Nesta semana, cerca de 600 mil goianienses saíram às ruas debaixo de chuva ou no sol para não deixar ninguém sem presente. Os shopping centers, o comércio de rua, galerias e as feiras já estão recebendo um público acima do normal. Neste ano, serão injetados na economia goiana R$ 3,4 bilhões de 13º salário, destes os economistas acreditam que R$ 1,4 bilhões serão gastos no pagamento de dívidas e o restante será usado para as compras.

De acordo com a pesquisa de intenção de consumo das famílias realizada pela Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), a intenção de consumo das famílias neste mês de dezembro é a melhor desde janeiro deste ano. Ainda assim, o presidente da Fecomércio, José Evaristo dos Santos, diz que o consumo foi e deve continuar em um ritmo mais moderado neste ano. Isso se justifica porque 2013 foi um ano de inflação mais alta, redução de crédito e taxas de juros mais elevadas. “No ano passado, as vendas cresceram 9,2%; neste ano, vamos crescer menos, a expectativa é fechar o ano com uma alta de 5,5% , que é um bom resultado”, afirma.

Inadimplência

Outro levantamento também realizado pela Fecomércio, Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) mostra que mais de 198 mil famílias estão endividadas em Goiânia, número que corresponde a 50,1% dos goianienses. A porcentagem de total de endividados atual está 6,1 pontos percentuais acima do registro da PEIC no mesmo período do ano passado, quando o número chegou a 44%.

Dos principais tipos de dívidas dos goianienses, o cartão de crédito está no topo do ranking, com 67,6%, seguido pelo carnê, com 45,3%. O cartão também era o campeão no ranking em novembro, quando atingiu 62,2%. O aumento na quantidade de endividados na modalidade foi de 5,4 pontos percentuais. Do total de endividados, 22,9% possuem contas em atraso e 8,5% não terão condições de quitar as dívidas no próximo mês. “O maior problema é que a mesma família tem mais de um tipo de dívida, e isso compromete seriamente a renda familiar”, disse Evaristo.

Dentre os entrevistados, 14% dos endividados com contas em atraso alegam poder pagá-las totalmente disseram que podem pagá-las em 30 dias, 46,7% parcialmente e 37% não terão condições.

Renda comprometida

Segundo o presidente da Fecomércio GO, José Evaristo dos Santos, a projeção de comprometimento com as dívidas se deve às compras de fim de ano e aos gastos de janeiro, que são complementados pelo peso dos tributos anuais e compra de materiais escolares.

“A situação em Goiânia não está ruim se comparada com as de outras capitais, onde a média de endividamento foi de 62,2%. Temos apenas de ser mais cautelosos e não estimular a venda para quem já está com a renda muito comprometida”, ressalta.

Fonte: O Hoje