Depois de adiar de junho para setembro o aumento na tributação das chamadas bebidas frias – refrigerantes, cervejas, energéticos, isotônicos e refrescos -, o governo decidiu dividir o reajuste em três parcelas. Apenas a primeira elevação dos tributos deve ser aplicada neste ano e o restante virá a partir de 2015. O tamanho do aumento da carga tributária em cada parcela ainda não está definido e depende de novas reuniões com o setor de bebidas.

A ideia do governo federal é que os aumentos aconteçam a cada seis meses, com a primeira etapa em setembro deste ano. Se isso for concretizado, os demais reajustes viriam em março e setembro do ano que vem. A Receita Federal não quis ontem se comprometer com nenhuma data para a elevação e nem mesmo descartou o início da alta do tributo após setembro. “Os estudos sobre aumento de impostos que foram apresentados estão com o ministro”, afirmou o secretário-adjunto da Receita Federal, Luiz Teixeira Nunes.

O aumento da carga tributária sobre bebidas frias estava previsto para 1º de junho, mas a pedido do setor foi prorrogado por 90 dias para que não houvesse elevação dos preços durante a Copa do Mundo.