A maior retração no período ocorreu nas fábricas de vestuário, com queda de 6,4% ante os três primeiros meses do ano passado

Os setores da indústria que tiveram as maiores quedas no emprego durante o primeiro trimestre do ano são fortemente afetados pela concorrência de produtos importados.

Esses segmentos puxaram a queda de 1% no emprego industrial registrada nos primeiros três meses deste ano ante o mesmo período de 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.

A maior retração no período ocorreu nas fábricas de vestuário, com queda de 6,4% ante os três primeiros meses do ano passado. Além da influência direta da concorrência com peças importadas, os fabricantes sofrem também com os custos altos de produção.

 Diante desse cenário, estilistas brasileiros pedem menores taxas de importação de tecidos.

Outra forte queda veio da indústria de calçados e couro, que apresentou retração de 4,8% de janeiro a março de 2013, assim como os produtos têxteis (-5,2%).

“São setores que já vêm sofrendo há algum tempo com a concorrência dos importados, principalmente os vindos da China, ao mesmo tempo em que a economia interna também não tem sido favorável para eles, por não haver um crescimento exuberante”, afirma o economista do IBGE Fernando Abritta.

Segundo o especialista, essas indústrias têm um maior peso sobre o resultado do emprego geral por serem setores intensivos de mão de obra.

MARÇO

Na comparação entre março e o mesmo mês de 2012, esses setores também influenciaram os resultados negativamente. A indústria teve queda de 0,6% nesse tipo de comparação, o 18º resultado negativo para esse tipo de confronto.

Entre os destaques para a redução no total de pessoal empregado no período voltam a aparecer calçados e couro (-5,1%) e vestuário (-3,1%).

Na indústria paulista, a retração de emprego no setor de produtos têxteis no mês, na comparação com março de 2012, chegou a 7,6%. Na indústria de calçados e couro, a queda foi ainda mais forte: 12,2%.

GERAL

O emprego na indústria apresentou queda de 1% no primeiro trimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2012.

Trata-se do sexto trimestre consecutivo de resultados negativos, mas com uma ligeira redução no ritmo de queda frente ao registrado no último trimestre do ano passado (-1,2%). O resultado ocorre diante de uma queda de 0,5% na produção industrial durante os três primeiros meses do ano.

Na comparação entre março e o mesmo mês de 2012, houve retração de 0,6%, o 18º resultado negativo nesse tipo de confronto, mas o menos intenso desde janeiro do ano passado (-0,4%).

Fonte: Folha.com