Professores e concursados da PM estiveram em Campinas para pressionar autoridades presentes

O desfile cívico militar em homenagem aos 80 anos de Goiânia foi curto e marcado por protestos. Como todos os anos, o evento reuniu centenas de pessoas na avenida 24 de Outubro, no Setor Campinas. A presença de diversas autoridades no palanque, montado na esquina com a Avenida Benjamin Constant, atraiu professores da rede pública municipal de ensino que, apoiados por um grupo denominado de Frente Independente Popular (FIP), gritavam frases de cobrança destinadas ao prefeito Paulo Garcia (PT), que não ficou até o final do desfile.

Cerca de 200 concursados da Polícia Militar (PM) chegaram cedo, na esperança de pressionarem o governador Marconi Perillo (PSDB) para retificar o edital que garantiu a inclusão no cadastro de reserva de apenas 50% dos 3.242 candidatos excedentes, aprovados no último concurso. Mas o governador não esteve presente, foi representado pelo vice, José Eliton (PP).

O som de vaias e palavras de ordem, que começou durante a execução do Hino Nacional pela banda da Guarda Civil Metropolitana, foi abafado diversas vezes pelo som da narração do desfile.

Durante o desfile das bandas marciais das escolas estaduais da capital, após a passagem das tropas militares, cerca de 100 professores e manifestantes conseguiram driblar o cerco policial e desfilaram na avenida com seus cartazes, aplaudidos por muitos populares.

Eles foram acompanhados por dezenas de policiais até a Praça Joaquim Lúcio, onde se dispersaram. Segundo o tenente coronel Wilson Brasil, cerca de 500 policiais foram deslocados apenas para o policiamento no local.

O desfile, que iniciou às 9 horas da manhã e terminou às 10h30, teve participação das bandas, tropas e viaturas do Exército, Polícia Militar, Bombeiros e Guarda Civil Metropolitana, além da Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMT) e bandas marciais de colégios estaduais.

Com a mesma idade da capital, o aposentado Joel Ferreira da Silva, tem orgulho de dizer que conheceu a cidade ainda pequena, em 1973. “Me sinto goianiense de coração. O desfile é uma das mais belas e importantes manifestações em homenagem à uma cidade e sempre estou presente, relembrando também a minha história”, diz.

Residindo há 42 anos em Goiânia, o motorista Geraldo Josias, de 69 anos, relembra com saudosismo do tempo em que se mudou para a capital. “Era uma cidade bonita, nova, considerada a capital mais limpa do Brasil. Hoje ela está aí, cheia de defeitos. Era uma adolescente e agora é uma mulher formosa, com problemas, mas inúmeras belezas”.

CÁPSULA DO TEMPO

Ainda em comemoração ao aniversário de Goiânia, Paulo Garcia lançou o projeto Cápsula do Tempo, onde pessoas devem depositar mensagens sobre o futuro da cidade. O recipiente será enterrado próximo à área de lazer do Parque Mutirama.

Na cápsula deverá ser reaberta em 2033, quando Goiânia completará 100 anos. Dentro dela o prefeito colocou um exemplar do POPULAR, do Daqui e de outros jornais de circulação diária na capital.

 

 

Fonte: O Popular