Os principais itens que compõem a ceia de Natal subiram 8,56% em um ano nos principais supermercados de Goiânia, muito superior a inflação estimada em 6% para o período pelo Instituto Mauro Borges (IBM). Uma das explicações para o aumento dos preços de alguns produtos está ligada a alta do dólar (10,95%), em função dos produtos importados.

Essa é apenas uma das constatações da Pesquisa de Preços de Itens de Natal divulgada ontem pelo Procon Goiás. Outro fator que surpreende é que produtos idênticos podem apresentar variações de até 162%, ao se comparar o menor preço encontrado e o maior preço registrado nos 23 estabelecimentos pesquisados em Goiânia.

Esse é o caso do espumante Salton 750 ml. O litro do produto pode ser encontrado a R$ 11,80 no Supermercado Tatico e a R$ 30,99 no Supermercado Barbosa.

Mas em se tratando de frutas e carnes, os valores são ainda mais discrepantes. O quilo da maça importada pode ser encontrada a R$ 2,99 no Supermercado Barbosa e a R$ 14,99 no Empório 87 – variação de 401,3%.

Já o quilo do lombo de porco com osso é o produto que obteve segunda maior variação. A carne foi encontrada no Supermercado Hiper Moreira a R$ 8,99. No entanto, no Carrefour da T-9, o produto é vendido a R$ 24,59, representando uma variação de 173,53%.

Os fiscais do Procon Goiás coletaram valores de 61 produtos, entre os dias 10 de dezembro e 18 de dezembro, de 23 supermercados de diferentes regiões do município.

CONSUMIDOR

O bancário Agmar Pereira afirma que já começou a maratona de pesquisas de preços dos produtos que compõem a cesta natalina. Como costuma reunir com a família em um sítio no interior do Estado, peru e pernil, por exemplo, não são adquiridos em Goiânia. Mas em relação às frutas, ele já começou a analisar os preços. “Entre um estabelecimento e outro encontrei diferença de 20% na maçã e de 30% no valor da uva.” O bancário afirma que os preços este ano estão mais salgados.

A empresária Graziella Tavares conta que utiliza a internet e folderes como ferramentas de pesquisa de preços. Ela afirma que vai começar a pesquisar o peru agora, com a expectativa de encontrar o preço mais justo até o Natal. “Reunimos cerca de dez pessoas e sempre fazemos pesquisas”, revela.

Fonte: O Popular