Os postos de combustíveis que aumentaram os preços nas bombas de combustíveis às vésperas do feriado prolongado de fim de ano, conforme foi publicado domingo, dia 29, no POPULAR, serão notificados a partir de segunda-feira pelo Procon Goiás. O órgão quer examinar documentos fiscais que justifiquem o aumento. De setembro para cá, essa será a terceira vez que o setor é obrigado a explicar a escalada de aumento de preços. Os estabelecimentos terão 15 dias úteis para levantar a documentação.

No sábado, dia 28, de acordo com levantamento feito pela reportagem, postos localizados nos setores Bueno, Nova Suiça, Pedro Ludovico, Oeste, Jardim Goiás e Leste Universitário elevaram o preço do litro da gasolina de R$ 3,07 para R$ 3,19 e do etanol de R$ 2,15 para R$ 2,27 – um um aumento de 3,9% e de 5,6%, respectivamente, o que revoltou os consumidores.

DISTRIBUIDORAS

A argumentação de representantes dos postos de combustíveis era de que a elevação é em decorrência de um repasse oriundo das distribuidoras. Eles alegam também que houve aumento da pauta do Imposto sobre Circulação e Mercadorias e Serviços (ICMS). Entretanto, o gerente-interino de combustíveis da Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás (Sefaz), Pedro Rodrigues Borges, garante que não houve nenhum aumento da base de cálculo da alíquota da segunda quinzena de dezembro para cá.

Inclusive, acrescenta, a elevação da base de cálculo não é justificativa para aumento de preço nas bombas de combustíveis. “É o inverso. Nós fazemos o levantamento e, baseado nos preços das bombas, definimos a pauta”, explica. A alíquota do ICMS é de 13,5% para o óleo diesel, 22% para o etanol e 29% para a gasolina.

Vale lembrar que, durante a manhã de sábado, a reportagem do POPULAR levantou os preços de 16 postos de combustíveis, dos quais 7 apresentavam elevação nos preços. A observação é de que em setores mais distantes dos bairros mais nobres, em sua maioria, permaneceram com os valores antigos. “Eu sou encarregado desse setor aqui no posto e posso garantir que não houve aumento por parte das distribuidoras”, afirmou o funcionário de um posto de combustível que não registrou aumento naquele dia.

Fonte: O Popular