O cidadão brasileiro que trabalhou a vida inteira em empresa privada, ao se aposentar receberá, no máximo, R$ 4.663 pelo INSS, independente do valor que ganhava. Já o teto da aposentadoria para o funcionário público, dependendo da data em que foi contratado e da carreira que seguiu, pode atingir o valor de R$ 33 mil. 

Caso também seja viúvo(a) de outro servidor bem remunerado, é possível que receba mais de R$ 40 mil todo mês, bancados pelos cofres públicos. Segundo a supervisora técnica do DIEESE Goiás, Leila Brito, isso se deve a “algumas alterações na legislação que priorizaram essa remuneração integral do servidor público, configurando em uma injustiça com os trabalhadores do setor privado”.


Leila Brito em entrevista para a TV SindMetal

A economista afirma que esta remuneração dos trabalhadores do setor privado é insuficiente para a sustentação dos trabalhadores inativos. “Por outro lado, o sistema tem algumas injunções que, mesmo com essas aposentadorias insuficientes pagas ao setor privado, ele não consegue se equilibrar” explica. “Apesar de ser privilégio de uma minoria, as aposentadorias exorbitantes e as superpensões afetam muito a maioria da população e é incoerente com a busca de equilíbrio e de sustentação do sistema” conclui.

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Fonte: Núcleo de Jornalismo de Assessoria de Imprensa