A previsão é que, em 2013, o valor passe R$ 400 bilhões e, em 2018, chegue a R$ 1 trilhão

O mercado de previdência complementar aberta arrecadou R$ 70,4 bilhões em 2012, alta de 31,5% ante o valor registrado no ano anterior, de R$ 53,5 bilhões.

O índice é o maior desde 2004, quando o volume cresceu 28,5% em relação a 2003, segundo dados divulgados nesta terça-feira (19) pela Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).

Para o presidente da Fenaprevi, Osvaldo Nascimento, o cenário de juros baixos, que impõe uma necessidade maior de poupança de longo prazo –já que se torna mais difícil obter rentabilidade por meio dos juros– e o baixo desemprego no país contribuíram para o expansão do mercado.

“O crescimento mais acentuado ocorreu primeiro porque o cenário propiciou –juros baixos remetem a [necessidade de uma] poupança de longo prazo–, segundo, mais pessoas interessadas em formar a poupança de longo prazo em função do crescimento da renda e, terceiro, num cenário de juros baixos, as pessoas tem uma percepção mais clara da vantagem tributária”, disse.

Com a alta nos depósitos, a carteira de investimentos, valor total das diversas modalidades de ativos adquiridos alcançou R$ 338,5 bilhões, ultrapassando a meta que a entidade traçou parao acumulado do ano, de R$ 300 bilhões.

A alta na carteira foi de 25,8% em relação a 2011, quando atingiu R$ 269,1 bilhões. A previsão é que, em 2013, o valor passe R$ 400 bilhões e, em 2018, chegue a R$ 1 trilhão.

TIPOS DE PLANOS

De acordo com a entidade, o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), indicado para quem faz a declaração simplificada de Imposto de Renda, teve melhor desempenho entre os tipos de planos, com R$ 59,5 bilhões em novos depósitos, alta de 37,3% ante os depósitos registrados em 2011.

Os planos VGBL também mantiveram a liderança no volume de provisões (reservas), com 64,3% do total.

O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), ideal para quem declara o Imposto de Renda pelo modelo completo, teve R$ 7,4 bilhões em depósitos, variação de 7,6%.

Os planos tradicionais tiveram crescimento de 5,48%, fechando o ano com R$ 3,4 bilhões.

Fonte: Folha.com