Considerando os últimos 12 meses, o índice recuou para 6,15%. No acumulado do ano até agosto, a prévia da inflação subiu para 3,69%

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), considerada uma prévia da inflação oficial usada nas metas do governo, acelerou para 0,16% em agosto, após subir 0,07% em julho, de acordo com divulgação desta quarta-feira (21) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 6,15%, abaixo dos 6,40% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores e mantendo-se dentro da meta de inflação do governo, de 6,5%.

A taxa acumulada em 12 meses é a menor desde janeiro deste ano, quando ficou em 6,02%.

No acumulado do ano até agosto, a prévia da inflação subiu para 3,69%, acima da taxa de 3,32% relativa a igual período de 2012.

Em agosto de 2012, a taxa havia ficado em 0,39%.

Alimentos e transportes caem

O IBGE destaca que o crescimento da taxa do IPCA-15 de agosto é explicada, em grande parte, pela menor queda dos grupos alimentação e bebidas (de -0,18% em julho para -0,09% em agosto) e transporte (de -0,55% para -0,30%), aliada à alta de saúde e cuidados pessoais (de 0,20% para 0,45%) e educação (de 0,11% para 0,68%).

No grupo dos alimentos, o destaque de alta ficou com o leite longa vida (5,46%), que liderou o ranking dos principais impactos individuais do mês, com 0,06 ponto percentual.

Outros aumentos em destaque são do feijão preto (5,35%), cerveja consumida no domicílio (3,33%), cerveja consumida fora do domicílio (1,17%), lanche (de 0,96%) e refeição (0,36%).

Destaques de queda vão para o tomate (-22,96%), cebola (–20,09%), feijão carioca (–6,03%), batata inglesa (-4,81%) e frutas (-1,99%).

No caso dos transportes, o IBGE destaca que ônibus urbanos (de -1,02% em julho para -1,69% em agosto), ônibus intermunicipais (de -0,91% para -0,70%), trem (de -1,15% para -1,96%) e metrô (de -2,02% para -2,24%), continuaram a refletir as desonerações iniciadas em junho.

A gasolina, contudo, que passou de -0,69% para 0,03%, e o etanol, que passou de -3,71% para -0,22%, fizeram com que o grupo apresentasse queda menor de um mês para o outro.

Curitiba tem maior índice

Entre os índices regionais, o maior foi o de Curitiba (0,51%), diz o IBGE, em virtude da energia elétrica (4,52%), que refletiu o reajuste de 8,64% nas tarifas a partir de 9 de julho.

O menor índice foi o de Salvador (-0,17%), onde os alimentos apresentaram queda de 1,23%.

Fonte: G1