Na assembleia, foram esclarecidas as ações do Sindicato e informações sobre as ações ganhas na justiça

O presidente do SindMetal-GO, Eugênio Francisco, reuniu na sexta-feira (26) trabalhadores de diversas empresas para assembleia na sede do Sindicato. Foram esclarecidas informações importantes sobre o funcionamento da entidade e o que mudou na administração após a Reforma Trabalhista. A posição do SIMELGO (sindicato patronal) em não realizar negociação neste ano e serviços oferecidos pelo SindMetal-GO também estiveram em pauta.

Eugênio Francisco pediu apoio aos trabalhadores

No encontro, a advogada do SindMetal-GO, Maria Eugênia Neves, explicou assuntos relacionados às ações na justiça abertas pelo Sindicato em favor dos trabalhadores. As indenizações são de periculosidade e insalubridade. Os empregados da Perfinasa, por exemplo, receberão mais de R$ 600 mil; os da Atlas Schindler, segundo estimativa do departamento jurídico do Sindicato, deve ultrapassar a cifra de R$ 1 milhão; e os da Joule Engenharia vão receber R$ 208 por mês da data do protocolo da ação.

Os trabalhadores receberam informações sobre o funcionamento do SindMetal-GO após a Reforma Trabalhista

Eugênio foi enfático ao explicar que o momento, mais do que nunca, é de união e força da categoria. “O SIMELGO (sindicato patronal) já disse que não vai negociar. Só vamos conseguir manter nossos benefícios mostrando nossa força e, se precisar, fazer greve geral!”. João da Cruz, operador de máquina de corte e dobra da RG Metalúrgica, concordou com o presidente. “Não tem como o Sindicato trabalhar sozinho”.

A assembleia foi encabeçada também pela advogada do SindMetal-GO, Maria Eugênia Neves

Sobre a posição do sindicato patronal, João foi direto. “Eu achei falta de respeito conosco. Depois de tantos anos mantendo os benefícios, querem recusar a negociação. Isso não tem sentido! É um baque muito grande na categoria metalúrgica”, concluiu.

Maria Eugênia explicou assuntos relacionados às ações na justiça abertas pelo Sindicato em favor dos trabalhadores.

Ao final, todos os trabalhadores e equipe do SindMetal-GO mandaram um recado para a classe patronal. Em forma de grito de guerra, os empregados afirmaram: “se não negociar, os metalúrgicos vão parar!”. O Sindicato continuará esclarecendo informações para a categoria e mostrando como a união é fundamental para manter os benefícios da Convenção Coletiva de Trabalho.

Veja o vídeo do grito de guerra