Na sexta-feira, 8 de julho, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, participou de uma reunião com o então presidente interino, Michel Temer. Andrade revoltou a classe trabalhadora brasileira ao sugerir mudança na lei trabalhista e citar o aumento da carga horária dos trabalhadores franceses em 80 horas (o que não é verdade). Para o presidente, essas medidas devem servir como auxílio para amenizar a crise econômica.

Segundo o presidente da CNI, o Brasil deve se espelhar no governo francês, que, sem os votos do Parlamento, autorizou a carga horária de até 60 horas semanais e 12 horas diárias para a classe trabalhadora – essa decisão têm causado protestos dos trabalhadores no país. Andrade também afirmou ser necessário a realização de alterações na Previdência Social. Para ele, o País deve estar aberto a mudanças.

Enquanto as centrais sindicais lutam para diminuir a carga horária de 44 horas para 40 horas, a CNI vai na contramão dos direitos trabalhistas. Entretanto, o presidente da Confederação afirma ser contra o aumento nos impostos.  Em nota, a CNI alegou que Robson Braga “JAMAIS defendeu o aumento da jornada de trabalho brasileira” e que “a CNI tem profundo respeito pelos trabalhadores brasileiros e pelos direitos constitucionais, símbolo máximo das conquistas sociais de nossa sociedade”.