O governo quer reduzir à metade o preço da energia no mercado de curto prazo. O novo valor proposto para o teto, hoje em R$ 822,83 por megawatt-hora (MWh), não poderá ultrapassar R$ 388,04, prevê a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Se aprovado, o novo valor passaria a valer a partir de janeiro.

A mudança ocorre em um momento delicado para o setor, já que o custo da energia volta a ficar próximo do teto. Na semana passada, esse valor atingiu R$ 808,68/MWh em todas as regiões do País. Com esse preço, boa parte dos geradores poderia não se interessar em vender energia no leilão marcado para o dia 5 de dezembro, a exemplo do que ocorreu no ano passado. Isso gerou um custo bilionário para as distribuidoras, que atendem o consumidor final.

A polêmica da proposta está na forma de remuneração das usinas que geram energia a um preço mais caro que os R$ 388,04 propostos. Hoje, esse custo é pago por todos os consumidores por meio do Encargo de Serviço de Sistema (ESS). A partir do próximo ano, esse gasto seria dividido apenas entre os chamados consumidores expostos, ou seja, sem contratos de energia.

O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, negou ontem, porém, pressões do governo para reduzir o preço da energia no mercado e evitar um novo fracasso no leilão. “Essa proposta reflete nossa melhor convicção. Não houve pressão nem pedido do governo para mexer no PLD”, afirmou, em referência ao preço no mercado de curto prazo.

Fonte: O Popular