Mais de 13 milhões de brasileiros estão desempregados. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), referente ao primeiro trimestre de 2018, divulgados pelo IBGE. Os números só crescem e, em 1º de maio, Dia do Trabalho, o questionamento é: temos motivos para comemorar?

A história do feriado nacional de 1º de maio começou em 1886, na cidade de Chicago e nos Estados Unidos, simultaneamente. No primeiro dia de maio daquele ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho. Dentro diversos conflitos, o estopim da revolta operária foi o ataque dos policiais à massa popular após a morte de 7 militares. Antes, alguns trabalhadores também foram mortos em protesto.

No Brasil, foi decretado feriado e há comemoração por várias partes do País. Entretanto, mais de 100 anos depois, o cenário trabalhista nacional nunca esteve tão caótico. O número de desemprego cresce assustadoramente, leis são criadas para enfraquecer o movimento proletariado – como a reforma trabalhista – e incertezas políticas se agravam diariamente.

Sob este momento crítico, o Dia do Trabalho não deve ser de caráter comemorativo, mas de protesto. É preciso analisar e refletir qual é o papel do povo diante às atrocidades econômicas e políticas existentes há anos.

O SindMetal-GO acredita que o 1º de maio não é apenas Dia do Trabalho, é dia de luta, força e resistência, como devem ser todos os outros dias do ano, já que para 13,7 milhões de brasileiros esse feriado se torna um dia a menos de oportunidade para conseguir emprego.