Comprar o primeiro imóvel é um dos principais itens da lista de desejos dos brasileiros, o que tem levado a um aumento do número de financiamentos expressivos nos últimos anos. Só em 2013, esse crescimento foi de 32% em relação ao ano anterior. Para 2014, a expectativa é de um aumento superior a 15%, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Mas esse desejo e necessidade em adquirir a primeira casa própria às vezes esbarra em falta de informação por parte do futuro mutuário e burocracia. O alerta é do diretor de lançamentos da URBS-RT, agência Buriti, Francisco Borela. Ele afirma que a alta procura por esta linha de crédito tem levado o mercado a tomar medidas mais restritivas de análise de crédito para conceder o financiamento. Este fator e a grande quantidade de oferta de imóveis exigem a preparação do consumidor antes de sair em busca do imóvel.

Passo a passo

O primeiro passo, segundo Borela, para quem quer adquirir seu imóvel e não tem experiência com financiamento é saber qual o crédito a pessoa tem disponível. “O consumidor não precisa ter dinheiro para comprar a casa própria, precisa comprovar renda, a origem desses rendimentos”, orienta.

Borela explica que outro cuidado importante é saber escolher bem o corretor de imóveis e agente financeiro que irá intermediar a negociação. “O mutuário deve verificar se esses profissionais são de empresas idôneas e se estão registrados junto aos órgãos das categorias as quais participam, como o Creci”, alerta.

O próximo passo é a escolha do imóvel. “Nessa etapa, o Feirão da URBS-RT vem muito a calhar porque reúne em um único espaço centenas de opções de imóveis espalhados pela cidade inteira”, destaca.

Financiamento

Depois de definida a localização da nova moradia, escolhido o imóvel de acordo com as condições do mutuário, entra na jogada o banco para aprovar o financiamento, lembrando que aquela consulta e simulação de crédito lá no início do processo não significa que o montante disponível para o mutuário será realmente liberado pelo banco.

“Nesta hora, se o consumidor possui renda mínima com origem comprovada, o que vai pesar é endividamento. A instituição bancária rastreia se o consumidor possui parcelamentos de compras que possam comprometer sua capacidade de pagamento”, explica.

Borela explica que há duas possibilidades de financiamento. O crédito associativo, aquele que o cliente já financia a obra ainda em fase de construção, e a modalidade convencional, em que o cliente paga o valor referente à entrada, em até 48 meses e, na entrega das chaves, financia o saldo devedor, com um teto de 80% do valor corrigido pelo INCC.

Seguindo esses passos, Borela afirma que o futuro mutuário poderá realizar o sonho de adquirir seu primeiro imóvel de maneira mais simples e tranquila possível.

Fonte: O Hoje