Em 2012, existiam 172.238 empresas e outras organizações em Goiás, 18,2% a mais que em 2008, quando estavam registradas 145.710 unidades, segundo o Cadastro Central de Empresas (Cempre) divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O pessoal ocupado dessas empresas totalizava 1.571.013 pessoas em 2012 no Estado e destas 1.366.009 eram assalariadas (86,9%). Quanto a participação relativa do pessoal ocupado total na população economicamente ativa, constatou-se avanço de 8,5 pontos porcentuais, passando de 38,4% em 2008 para 46,9% em 2012.

Em 2012, de acordo com o Cempre, o salário médio mensal em Goiás foi de 2,6 salários mínimos, abaixo do salário médio mensal nacional, que foi de 3,1 mínimos. Na classificação das atividades, o maior salário médio mensal em Goiás, de 5,9 salários mínimos foi para o setor atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, seguido pelas indústrias extrativas, 4,2 salários mínimos, e administração pública, defesa e seguridade, com 3,9 salários mínimos.

NO PAÍS

O governo é responsável por pagar quase 30% dos salários do País, segundo o Cempre. Embora represente apenas 0,4% das organizações do cadastro, a administração pública absorveu 19,9% do pessoal ocupado assalariado e pagou 29,8% dos salários e outras remunerações em 2012.

Os dados também mostram que o governo – que abrange as esferas federal, estadual e municipal – pagou os salários médios mensais mais elevados, R$ 2.723,29, contra uma média de R$ 1.842,09 das entidades sem fins lucrativos e R$ 1.722,71 das empresas. “A administração pública tem salários mais elevados porque os funcionários têm qualificação maior. E, embora as entidades sejam poucas no total do cadastro, elas são grandes”, justificou Bruno Rbisti, gerente do Cempre no IBGE.

O País ganhou empresas, empresários e funcionários na passagem de 2011 para 2012. No entanto, o salário médio mensal do trabalhador teve um ganho real de apenas 2,1%, caindo de 3,3 salários mínimos em 2011 (R$ 1.903,76) para 3,1 salários mínimos em 2012 (R$ 1.943,16). Já a folha de pagamento de todos os ocupados subiu 7,1% em um ano, tanto pelo crescimento das remunerações como pela maior quantidade de trabalhadores.

Fonte: O Popular