Rio – O nível dos reservatórios das usinas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o mais importante, voltou a cair, refletindo forte consumo de energia e a estiagem deste verão. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios fecharam na terça-feira, com 36,69% da capacidade total, uma queda de 0,51 ponto porcentual em relação ao dia anterior. Atualmente, o volume de água armazenada nos reservatórios das duas regiões é o mais baixo desde 2001, ano do racionamento de energia no País.

Especialistas alertam para a queda nos reservatórios da região, considerados por especialistas como a “caixa d’água” do setor elétrico por concentrarem 70% da capacidade de armazenamento do País.

No Sul, dados do operador indicam que os reservatórios encerraram na terça-feira com 46,31% da capacidade, uma queda de 1,19 ponto porcentual em relação ao dia anterior. No Nordeste, o nível de armazenamento era de 42,61%, uma diminuição de 0,9 ponto porcentual na comparação com segunda-feira. A situação é mais confortável na região Norte, com os reservatórios operando com 70,17%, aumento de 0,37 ponto porcentual em relação ao dia anterior.

APAGÃO

Uma explosão em uma subestação de Furnas deixou grande parte do Espírito Santo às escuras na noite de terça-feira. O apagão, que durou cerca de uma hora, é o segundo em uma semana no Estado. O Operador Nacional do Sistema (ONS) calcula que o incidente, ocorrido às 20h21, provocou a interrupção de 1 mil megawatts de carga da Escelsa, na Grande Vitória e Região Norte do Estado, e de 24 MW de carga da Cemig, na subestação de Conselheiro Pena.

O ONS, órgão responsável pela coordenação e controle das operações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional, marcou para o próximo dia 17 uma reunião para analisar o novo apagão no Estado. O órgão antecipou, porém, que o transformador de Furnas que explodiu estava conectado a subestação Pitanga, da Escelsa, concessionária de energia do Espírito Santo. A perda do equipamento provocou o desligamento de quatro linhas de transmissão. Além disso, o incidente causou o desligamento de duas hidrelétricas da Escelsa (Mascarenhas e Aimorés) e de duas termoelétricas: Viana, da Tevisa, e Linhares, da Linhares Energia.

Fonte: O Popular