Com essa definição sobre a situação da energia em Goiás, Marconi lembra ações em busca de saídas

O governador Marconi Perillo (PSDB) reconheceu ontem que a energia elétrica é o principal gargalo do Estado hoje. Durante discurso de abertura da Tecnoshow Comigo, em Rio Verde, ele se referiu ao problema como o “mais nevrálgico e emblemático”, mas isentou o Estado de culpa ou responsabilidade.

“O comando da Celg foi transferido à Eletrobrás há dois anos e três meses, falta concretizar o repasse do controle acionário”, disse. Marconi relembrou suas idas a Brasília (DF) para cobrar investimentos da Eletrobrás, já que a economia do Estado cresceu muito há demanda crescente por energia.

JUSTIFICATIVA

A justificativa do governador foram apresentadas num momento em que a situação financeira da Celg preocupa e que aumenta as preocupações do setor produtivo com insuficiência de expansão do serviço no Estado.

Em 2013, após sete anos no completo vermelho, a Celg Distribuição S.A. (Celg D) teve um pequeno lucro de R$ 665 mil, contra um prejuízo de R$ 798 milhões em 2012. Apesar do saldo registrado pela companhia, os investimentos feitos em 2013 (R$ 176,9 milhões) foram 6,87% menores do que em 2012 (R$ 189,96 milhões) e ficaram bem abaixo do que era esperado (R$ 250 milhões).

RESULTADO

O resultado obtido no ano passado praticamente não foi revertido em expansão e melhoria da rede de energia elétrica, conforme o balanço da companhia. A expansão das linhas de transmissão foi de apenas 0,5% e da distribuição urbana avançou 0,07%; o número de transformadores cresceu 1,5% e a potência instalada avançou 2,9%.

Estes resultados se contrapõem ao aumento de 5,4% da demanda, com destaque para consumidores residenciais (6,6%), comércio (5,4%) e indústrias (5,1%). A Celg teve de atender mais de 100 mil novos clientes em 2013, com crescimento de 4,3%, total de 2,614 milhões.

Ainda no ano passado, a Celg também teve piora de em indicadores que medem a qualidade. A frequência de cortes de energia para cada consumidor passou de 24,19 vezes, em 2012, para 26,24 vezes em 2013.

Além disso, o tempo médio que cada cliente da companhia enfrentou sem energia no ano passado foi quase cinco horas a mais do que a média no ano anterior, subindo de 35,7 para 40,03 horas.

A Celg D foi ainda apontada como pior distribuidora de energia elétrica no Brasil, tomando por base o ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Fonte: O Popular