Sintego promete ir à Justiça contra projeto

Após aprovação em primeira votação na Assembleia Legislativa do projeto do governo estadual que altera o Estatuto e o Plano de Cargos e Vencimentos do Pessoal do Magistério, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás promete ir até a Justiça

Após aprovação em primeira votação na Assembleia Legislativa do projeto do governo estadual que altera o Estatuto e o Plano de Cargos e Vencimentos do Pessoal do Magistério, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) promete ir até a Justiça. Ontem à noite, estava prevista a segunda votação para o projeto, que já não permite alterações ou emendas, mas o pleito só poderia ocorrer após as 21 horas – 24 horas após a primeira votação. Durante o dia, havia a expectativa de a aprovação ocorrer, mas alguns deputados da base do governo tentavam adiá-la para a próxima sessão, na terça-feira.

O Sintego alega que o projeto estadual, realizado pelo secretário estadual de Educação, Thiago Peixoto, fere premissas jurídicas do Plano de Carreira da categoria. Iêda Leal, presidente do sindicato, alega que o plano corta direitos dos professores e achata a carreira dos profissionais. Segundo ela, a variação dos aumentos, que iam de 5% a 50% de acordo com a formação do professor, passou a ser de 10% a 20%. Dessa forma, o Sintego afirma que o piso salarial se tornaria em teto.

“Foram anos lutando para obter um bom plano de carreira e, agora, o governo quer tirar nosso direito adquirido”, afirmou Iêda. Em matéria publicada na edição de ontem de O HOJE, em entrevista ao jornal, Thiago Peixoto afirmou que o plano proposto concede aumento real aos profissionais, além de conceder piso salarial acima do nacional. Segundo o projeto, o piso sairia de R$ 1.137 para R$ 1.395, com impacto anual de R$ 260 milhões aos cofres estaduais. As gratificações salariais se dariam por meio da meritocracia, instituída pelo governo estadual.

Votação

Até o fechamento desta edição, a segunda votação do caso ainda não havia ocorrido. Na tarde, os deputados encerraram a sessão plenária por volta das 15 horas. O caso se deu por conta de uma mobilização do Sintego, que compareceu ao plenário na tarde de ontem e fez com que a sessão fosse encerrada. Os deputados passaram para uma sessão extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça, em que debateram se haveria ou não votação. Na primeira votação, apenas Luis Cesar Bueno (PT), Bruno Peixoto (PMDB), José Essado (PMDB), Isaura Lemos (PCdoB) e Major Araújo (PRB) votaram contra o projeto.

Iêda Leal afirma que outros deputados contrários não estiveram na votação, como Mauro Rubem (PT). Segundo ela, além de entrar na Justiça após a aprovação final, os professores vão realizar manifestações e mobilizações, que podem até ocasionar greves. A presidente fez questão de ressaltar que as reivindicações não possuem cunho político. “Vamos brigar com qualquer governo ou prefeitura por nossos direitos. Em janeiro, vamos discutir a questão do piso com a Prefeitura de Goiânia e vamos lutar pelo cumprimento da lei”, revelou.

Fonte: O Hoje

Deixe um comentário