Acusado de matar sindicalista se entrega

Metalúrgico acusado de atirar em diretor conversou pelo menos 18 vezes com policial que está preso pelo mesmo crime

O metalúrgico Daian Donizeti da Silva, suspeito de ter atirado e matado o sindicalista Wellington Wagner Espagnol, se entregou ontem na Delegacia de Investigações Gerais de Sertãozinho. “Ele diz que se entregou porque estava sendo ameaçado, mas não falou quem fez as ameaças”, diz Targino Osório, delegado titular da DIG.

Em entrevista à imprensa, Daian disse que era inocente e que o verdadeiro criminoso está solto. A prisão preventiva do suspeito já havia sido decretada pela justiça de Sertãozinho e ele era considerado foragido.

O sindicalista foi morto no dia 15 de dezembro do ano passado na sede do Sintramus (Sindicato de Montagens Industriais de Sertãozinho e Região) com três tiros. De acordo com o inquérito policial, o sindicalista foi morto a mando de pessoas ligados aos sindicatos dos metalúrgicos de Sertãozinho.

As investigações mostraram que Daian foi levado ao local do crime pelo policial militar André Cesar Gomes dos Santos, que está preso no presídio Romão Gomes acusado de ter participado do assassinato.

Entre os dias 14 e 15 de dezembro, Daian e o policial militar André falaram 18 vezes pelo celular. Para a polícia, eles acertavam os detalhes finais do crime.

Bilhetagens

As análises das bilhetagens telefônicas mostraram que ocorreram cerca de 300 ligações entre os celulares dos envolvidos no crime. As bilhetagens mostram o horário que foi feita a ligação, onde a pessoa estava e o tempo gasto na conversa telefônica.

Para a equipe do delegado Targino Osório esta troca intensa de telefonemas aponta que o crime foi planejado em detalhes por três sindicalistas e dois policiais militares desde o dia 9 de dezembro. Nesta data, Wellington teria sido acusado acusado pelos companheiros de ter desviado dinheiro do Sintramus.

Ao ser questionado sobre o desvio teria reagido agressivamente e ameaçado os colegas de morte dizendo que andava armado e que possuía amizades com integrantes do PCC, facção criminosa. Ele chegou a ameaçar uma das pessoas com um revólver.

Fonte: Jornal A Cidade

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