Pesquisa do Sebrae mostra que 66% dos novos negócios brasileiros foram abertos por mulheres. Elas já são maioria em quatro das cinco regiões do País e em Goiás

As mulheres são as líderes em abertura de novos empreendimentos no Brasil e em Goiás a situação não é diferente. A pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), do Sebrae, aponta que 52% dos novos negócios – com menos de três anos e meio de existência – foram abertos por mulheres. Na Região Centro-Oeste, o percentual é um pouco maior: 56% das mulheres comanda a abertura de novas empresas e só fica atrás das regiões Sul e Norte, onde 57% das empresárias abrem novos negócios. Elas são minoria apenas no Nordeste.

Os novos negócios não são abertos à revelia. Segundo a pesquisa, 66% das mulheres abrem novos negócios por oportunidade. O que significa que elas se planejam e se preparam para investir tempo e recursos em uma empresa. Segundo o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, as mulheres estão deixando de empreender apenas para complementar a renda da família ou por consequência de um passatempo. As oportunidades estão movendo as mulheres e não a falta de alternativas estão levando a ala feminina a desbravar o mundo empresarial. A situação é mesma em todo o País, mesmo em Estados com Goiás, onde a criação de empregos formais é alta.

Festas infantis

Um exemplo desse perfil são as empresárias Mariana Lima, Úrsula Carvalho e Uliana Carvalho. Elas abriram, em novembro do ano passado, a empresa de decoração e produção de festas infantis Agite Kids. Segundo Mariana, a ideia de abrir o próprio negócio surgiu enquanto fazia faculdade de Propaganda com uma das amigas. Elas fizeram uma pesquisa e viram que o mercado era promissor. “Vimos que faltavam opções legais e interessantes para festas infantis na cidade”, diz Mariana.

Segundo Mariana, a loja foi aberta há pouco tempo, mas já foi o suficiente para ver que os negócios estão no caminho certo. “Nós acreditamos muito no mercado e no nosso trabalho”, ressalta ela, que trabalha durante a semana no showroom, e nos fins de semana, nas festas.

A empresária conta que por enquanto só as três trabalham na empresa e contratam funcionários de free lancer para as festas, mas elas já sentem necessidade de contratar ao menos um efetivo. Para isso, ela conta que precisa de mais solidez na empresa. “A empresa é muito nova e fizemos um gasto muito grande na compra de mobiliário e reforma do local onde estamos” ressalta.

Qualificação

Para o presidente do Sebrae, as mulheres estão investindo em qualificação e buscam informações; elas não permitem o amadorismo. A pesquisa mostra também que 42% das mulheres têm participação nos empreendimentos já estabelecidos. As regiões Centro-Oeste e Norte são as regiões com a maior quantidade de empresárias estabelecidas: 44%.

De acordo com informações do Sebrae, a justificativa para esse crescimento foi o fortalecimento da classe média, que tem sido ampliada nos últimos cinco anos. Mas o que faz as mulheres desejarem ter o próprio negócio é não ter chefe e ter flexibilidade de tempo, pois gerenciar a empresa permite que elas se dedicaquem à vida profissional e pessoal com mais autonomia.

Fonte: O Hoje