A maior parte das ações fiscais ocorreu no meio rural, em fazendas e fábricas

Cinquenta e três trabalhadores foram resgatados em condição análoga a de escravo em Goiás, no primeiro semestre deste ano, de acordo com levantamento divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A maioria destes trabalhadores (32) foi identificada no setor da construção, no município de Guapó. Com este total, o Estado ficou em terceiro lugar no ranking do MTE, que foi liderado por Minas Gerais, com 91, seguido pelo Espírito Santo, com 86 trabalhadores. Em quarto lugar ficou São Paulo, com 46, e em quinto o Pará, com 37.

OPERAÇÕES

No semestre, os auditores fiscais do Trabalho realizaram 57 operações, que culminaram na autuação de 109 empregadores flagrados utilizando mão de obra ilegal, com identificação de 421 trabalhadores na condição análoga a de escravo. As ações do grupo móvel do MTE alcançaram mais de nove mil trabalhadores. Este ano, a maior parte das ações fiscais ocorreu no meio rural, em fazendas e fábricas.

O número de operações no semestre já representa 32% do total de 2013, quando foram realizadas 179 ações em todo País e resgatados 2.063 trabalhadores. No ano passado, mais de 50% dos trabalhadores identificados em condições degradantes vieram do meio urbano, onde as ações fiscais foram intensificadas.

Os empregadores flagrados em irregularidades pelas equipes, após análise das autuações recebidas, onde lhes são garantidas amplas defesas, podem ser integrados no Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à de escravo, a chamada “Lista Suja”, que visa dar conhecimento à sociedade sobre aqueles que cometem o crime. Em quase 20 anos de atuação, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) já “libertou” mais de 46 mil trabalhadores, sendo-lhes assegurados direitos que importaram em R$ 86 milhões.

Fonte: O Popular