O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira, 25 de julho, que o governo pode fazer “aumentos pontuais” de tributos para reequilibrar as contas públicas. De acordo com o ministro, a medida só seria tomada caso o Congresso não aprove a proposta do Executivo que cria um teto para os gastos públicos, além da reforma da Previdência.

“Até o dia 31 de agosto, que é o prazo legal para o governo enviar a proposta do Orçamento de 2017 ao Congresso, vamos analisar. Primeiro, o crescimento das receitas públicas previstas para dezembro e 2017 e o possível ingresso de privatizações, concessões e outorgas. Se necessário, em último caso, faremos aumentos pontuais de impostos que sejam de fato, de verdade, temporários. Porque a carga tributária brasileira é muito elevada”, declarou o titular da Fazenda.

A proposta do Governo encaminhada ao Congresso propõe que os gastos do País em um ano terão um limite para crescer: o índice de inflação do ano anterior. Em 2017, portanto, as despesas não poderiam aumentar além do IPCA (inflação oficial) registrado em 2016.