Na terça-feira, 21 de junho, o Ministério Público de Goiás iniciou uma operação para combater quadrilha que realizava fraudes no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Goiânia e região metropolitana. Segundo o MP, os socorristas recebiam propina de médicos particulares para que os pacientes fossem direcionados à unidades médicas específicas.

Além disso, foi constatado que houveram encaminhamentos desnecessários. Os profissionais de saúde do Samu investigados agravavam o estado de saúde do socorrido, alegando “rebaixamento artificial de consciência do paciente”, por exemplo. Com a fraude, as UTI's particulares ficavam lotadas, o que garantia um lucro maior para os médicos e donos.

A operação recebeu o nome de “SOS Samu” e 21 pessoas foram detidas até às 9h da terça-feira, 21 de junho. Servidores do Samu, médicos e donos de UTI's somam os 24 mandados de prisão temporária e 43 de busca e apreensão. A Secretaria de Saúde emitiu nota afirmando que abriu uma sindicância para apurar os fatos.