Decisão foi definida em reunião realizada na última quinta-feira (18) com a federação da categoria em São Paulo

O Sindicato dos Metalúrgicos de Marília iniciou nesta semana a entrega de notificações às empresas do setor para que apresentem propostas ou abram negociação com os funcionários até 31 de outubro. Decisão veio após reunião realizada na última quinta-feira (18) com a Federação dos Sindicatos dos Metalúrgicos que abrange 54 entidades filiadas. No estado de São Paulo a negociação envolve 800 mil funcionários. Já na região são 6.500 mil trabalhadores de Marília, Garça, Pompéia, Vera Cruz e Oriente.

“Fomos orientados a emitir esta notificação, que é o que garante o direito de greve caso as indústrias não apresentem propostas que atendam as reivindicações. Entretanto, caso seja necessário também haverá votação em assembleia”, fala o presidente do sindicato dos Metalúrgicos, Irton Siqueira Torres.

Durante o encontro na última semana também foi definido o índice real de 3% que o setor reivindica ao patronal. “Ainda não foi apresentada nenhuma proposta da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), pois não se sabe o índice de inflação que será fechado”, explica Torres.

No ano passado a categoria conquistou reajuste médio de 10%, ganho real de 3% e abonos que chegaram a 28%.

“Foram feitas reuniões nas fábricas durante o mês de setembro e até agora não recebemos proposta de nenhuma empresa e nem mesmo de segmento em nível estadual. Seria interessante que as negociações fossem fechadas até a data limite”, diz Torres.

Os pisos salariais variam de acordo com o setor. O ramo de autopeças, por exemplo, tem piso de R$ 870 a R$ 1.103. Trabalhadores do setor agrícola de máquinas pesadas de R$ 820 a R$ 1.031. E no ramo de esquadrias metálicas, de R$ 804 a R$ 1.021.

Além da reposição salarial e o aumento real, classe também reivindica por jornada de 40 horas, fim do teto de aplicação do reajuste e fim das terceirizações.

 

Fonte: Diário de Marília