A partir das 6h, a previsão da entidade é de reunir os trabalhadores

Os funcionários das empresas  metalúrgicas instaladas em Santo André e Mauá iniciam hoje uma sequência de assembleias nas portas das fábricas. Em plena campanha salarial, a categoria pretende atingir melhores resultados nas negociações  com os patrões. Os metalúrgicos querem no mínimo 8% de reajuste.

A partir das 6h, a previsão da entidade é de reunir os trabalhadores das empresas instaladas no bairro Capuava, em Santo André, como a Magneti Marelli, Tupy, Paranapanema, Maxion, TRW e Prysmian.

Amanhã é a vez dos funcionários da segunda unidade da Paranapanema, Alcoa e Novelis, situadas no bairro Utinga, realizarem assembleia, programada para 13h30.

Na sexta-feira e na segunda-feira, o sindicato reunirá mais trabalhadores das companhias Quasar, Jardim, Ferkoda, Forjafrio, MRS, Copage e Metalmec, às 6h, em frente às fábricas do bairro Sertãozinho 1, em Mauá. Na segunda-feira, no Sertãozinho 2, é a vez dos funcionários das empresas Keiper, GT e Polimetri, se mobilizarem.

Segundo o presidente do sindicato, Cícero Firmino, o Martinha, a campanha deste ano está muito difícil. “Os patrões já sinalizaram que não vão dar moleza e que vão usar todos os meios que estão à disposição, inclusive a intimidação e as ameaças de sempre, para desmobilizar nossa categoria”, afirma.

Com a data base em 1º de novembro, entre as reivindicações da categoria, formada por 25 mil funcionários, estão a reposição integral da inflação, aumento real, abono emergencial, fim das horas extras, valorização do piso salarial e redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com manutenção dos salários.

Diretor da entidade, Adilson Torres Santos, o Sapão, conta que os encontros não têm sido proveitosos. O único segmento que tem conversas evoluindo é o de fundição, que provavelmente ofereça 8% de aumento aos trabalhadores.

 

Fonte: Diário do Grande ABC